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Leitura, como desenvolver hábitos e prazeres

Quando seu filho precisa ler um livro é um deus-nos-acuda? Se a escola indica um livro literário, a leitura fica sempre para a última hora? As interpretações de texto tem sido uma tarefa difícil? Para o seu filho ler é sinônimo de algo chato e monótono? Se a maioria das suas respostas são sim, é sinal que é preciso mudar o relacionamento que o seu filho tem com os livros e com a leitura, não acha? Vamos pensar um pouco a respeito desse assunto e esclarecer alguns aspectos que envolvem o prazer pela leitura.

Leitura: diversão x obrigação

Que a leitura está presente em todos os aspectos da nossa vida cotidiana todo mundo sabe, mas que ela pode ser fonte de satisfação e bem-estar, nem todo mundo se aventura a descobrir. O nosso primeiro contato com a leitura dá-se através das histórias, das leituras que ouvimos na infância e de como a família utiliza essa ferramenta. O segundo contato vem com o início da escolarização, a alfabetização, a partir daí criam-se os laços e a amizade com os livros. Após a apresentação e a descoberta, traça-se uma relação que pode ser de amor ou não.

As tarefas escolares nem sempre são a preferência das crianças, e quando se trata de leitura então, vem o cansaço, sono, vontade de ir ao banheiro. Leitura pode ser vista como algo chato, que priva o seu filho dos momentos de brincadeira e descontração, quando está atrelado apenas as obrigações escolares. Mas quem disse que tem que ser só obrigação?

A leitura não se resume apenas a tarefas escolares, ela vai além e pode se torar uma fonte de prazer e diversão. O jeito que seu filho se relaciona com a leitura está diretamente ligado aos hábitos estimulados por você. Já parou para pensar nisso? Você pode sugerir brincadeiras que envolvam leitura, ler junto com o seu filho, dar livros de presente, criar no quarto dele um cantinho de leitura, frequentar lugares como bibliotecas, livrarias, feiras e eventos sobre livros, oferecer e sugerir leituras, ler para o seu filho; mesmo que ele já saiba ler, escutar histórias é agradável em todas as idades.

Hábitos de leitura

Hábitos são ações que exercemos de forma automática, são práticas que estão tão internalizadas que fluem livremente, fazem parte de nós, como já dizia o filósofo Will Durant “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito. ”

Criar hábitos não é uma tarefa fácil e desenvolver bons hábitos de leitura é primordial para qualquer pessoa, principalmente para as crianças em idade escolar, que estão em processo de formação. Não é do dia para a noite que nos tornamos ávidos leitores, e muito menos o gosto pelos livros vai surgir por osmose. Se trata de um processo lento e necessário que trará benefícios para toda a vida.

O hábito começa pela oferta e acesso aos livros, que não podem servir apenas de mera decoração na estante. Os livros devem ser manuseados pelas crianças, desde a primeira infância, pois fica difícil gostar daquilo que não se conhece ou ainda não experimentou. Para se tornar hábito, também é necessário que faça parte da rotina, tem que ser vivenciado no dia a dia, essa regularidade, aos poucos torna a leitura uma necessidade.

O prazer de ler

Ler deixa de ser uma obrigação e se torna um prazer quando é um desejo que vem de dentro, quando tem um significado pessoal e subjetivo. O ser humano buscar realizar aquilo que lhe confere prazer e satisfação e pode encontra-lo em coisas caras e grandiosas, mas também nas mais simples e pequenas.

Ao incentivar seu filho a ler, nunca imponha um texto ou tipo de leitura específica que ele deve fazer. Deixe que ele escolha, afinal, o prazer está diretamente ligado aos seus interesses pessoais. E vale qualquer tipo de leitura: histórias dos mais variados gêneros, contos, poemas, quadrinhos, informativos, reportagens, etc. Lembre-se, a leitura não desabrocha de forma espontânea como algumas de nossas faculdades, demanda tempo, exercício e dedicação. Considere e incentive cada pequeno avanço.

A leitura tem a capacidade de desenvolver habilidades cognitivas, de comunicação, relacionamento, sensibilidade, visão de mundo e ampliação de horizontes. Ao leitor é proporcionada a possibilidade de conhecer lugares distantes e ao mesmo tempo conhecer a si mesmo. O livro tem asas, que podem ser de águia ou de borboleta, velozes e fortes, que conseguem ir para longe ou delicadas e transparentes, para refletir o que existe em nosso íntimo. 

Me despeço, deixando um pensamento do psiquiatra e psicanalista francês René Diatkie;

“Em lugares mais inesperados, coloquemos livros a disposição das crianças e as pessoas mais sérias se entusiasmam com seu próprio entusiasmo. É a via mais segura para que um dia eles compreendam o mundo e tenham o desejo de transformá-lo. ”

Até a próxima…

Equipe Evoluir

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