fala

Atraso na fala: 6 possíveis causas

Embora cada criança desenvolva a fala em seu próprio ritmo, existe um cronograma geral que pode servir de guia. Se você acha que seu filho não está falando o suficiente, não deixe de conversar com um profissional que acompanhe sua saúde.

Esta pode ser apenas a sua impressão e não há nada de errado com isso, no entanto, em caso de atraso, ele deve ser identificado e tratado o mais rápido possível. Também é importante entender se o que está acontecendo é um atraso, um problema de fala ou algo relacionado a um distúrbio como o autismo.

Os problemas de fala podem estar relacionados a uma variedade de causas: neurológicas, de desenvolvimento, auditivas ou de aprendizagem. Por volta dos 13 a 15 meses, a criança pode ainda não conseguir falar, mas já está brincando com as palavras. Faz sons, às vezes sem sentido, como se estivesse tentando comunicar algo.

Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas ensaiam antes dos 12 meses de idade, mais comumente, no entanto, isso acontece entre 12 e 18 meses. Se nesta fase seu filho emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada.

Por que meu filho está demorando a falar?

O atraso na fala pode envolver muitos fatores. Além disso, pode haver mais de uma causa para a mesma criança. Vamos ver algumas possíveis causas abaixo:

1. Falta de estímulos adequados

A falta de estimulação adequada está associada a dificuldades no desenvolvimento cognitivo das crianças. Portanto, é necessário estudar a qualidade da estimulação no ambiente familiar, escolar e social.

2. Dificuldade auditiva

A perda auditiva é uma privação sensorial e uma de suas consequências é a dificuldade na fala. Devido à privação sensorial, uma criança surda não pode adquirir de forma espontânea a sua língua como uma criança ouvinte. Por isso, é importante lembrar que, mesmo que a perda auditiva seja de um nível leve, poderá ocorrer perdas na aquisição de linguagem da criança.

3. Excesso no uso de tecnologias

Alguns estudos mostram que o desenvolvimento cognitivo reduz quando a exposição às tecnologias, como celular, computador, televisão e videogame aumenta, já que interagir e trocar estímulos com outras crianças é importantíssimo para a linguagem se desenvolver. Além disso, as brincadeiras que têm um papel indispensável no desenvolvimento cognitivo infantil, estão sendo trocadas por smartphones e tablets, o que prejudica o sono, a concentração e o desempenho escolar.

4. Autismo

A linguagem é uma das dificuldades da criança que sofre com o Transtorno do Espectro do Autismo, que afeta tanto a comunicação verbal quanto a não verbal. Há uma dificuldade na comunicação de forma geral, e não só na fala. Alguns exemplos são: A criança não aponta para o que quer, faz pouco contato com o olhar, se mostra muito desligada do meio e não responde quando chamam pelo seu nome.

5. Mutismo seletivo

O Mutismo Seletivo é um transtorno de ansiedade social que pode ser diagnosticado por um neurologista ou psiquiatra infantil. Ele é caracterizado pela recusa de falar apenas em algumas situações. Em casa, pode acontecer normalmente, enquanto na escola a criança não fala com ninguém.

6. Apraxia de fala

A apraxia de fala é um déficit neurológico no planejamento motor da fala.
É caracterizado pela incapacidade de planejar os movimentos necessários para produzir sons e palavras. De uma forma mais simples, a criança pensa e tenta dizer algo, mas não consegue transformar seus pensamentos em palavras.

O atraso na fala pode acontecer por diversos motivos, o ideal é que um profissional seja procurado para realizar o diagnóstico e tratamento, que dependem de avaliações especializadas. Geralmente, o pediatra, fonoaudiólogo e neuropediatra atuam em conjunto. Não se esqueça que você é quem melhor conhece seu filho, então fique atento aos sinais para ajudá-lo a superar esta barreira.